terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Alongamento

Sempre existiu duas linhas de pensamento na área da saúde sobre alongamento muscular; uma dizia que alongamento traz benefícios para o ganho de movimento, posiciona articulações e corrige posturas; a outra é que simplesmente o alongamento não serve para nada.


Em um estudo recente, de grande qualidade, foi dado um passo importante em relação à tudo isso. Veja trecho da conclusão: "Stretch does not have clinically important effects on joint mobility in people with, or at risk of, contractures if performed for less than seven months. The effects of stretch performed for periods longer than seven months have not been investigated."

Traduzindo: o alongamento não tem efeito na mobilidade articular em pessoas com, ou em risco de, contraturas quando aplicado durante SETE MESES. Não foi testado o alongamento por mais de sete meses.

Ou seja.

Segundo o estudo o alongamento não previne nem trata contratura musculares, e foi testado durante sete meses.


Um grande passo para fisioterapia.
O importante é que o paciente deve procurar fisioterapeutas que se atualizem, e saibam tratar seus problemas de forma mais eficiente.

Ficamos à disposição para qualquer dúvida.


fonte: Owen M, Harvey Lisa A, Herbert Robert D, Moseley Anne M, Lannin Natasha A, Schurr Karl. Stretch for the treatment and prevention of contractures. Cochrane Database of Systematic Reviews. In: The Cochrane Library, Issue 03, Art. No. CD007455. DOI: 10.1002/14651858.CD007455.pub9, 2009.


Instituto RV
2091-1267
www.institutorv.com.br

Fisioterapia e Consultoria

Em diversas áreas de prestação de serviços há uma função de consultoria.
Na área da saúde, como a fisioterapia, não é diferente.

Tratando-se de fisioterapia em ortopedia, traumatologia e esporte sabemos que é inviável ter um fisioterapeuta, integralmente, trabalhando por nós e para nós.

Por isso faz-se necessário o fisioterapeuta dedicar parte do seu dia para consultorias. Por exemplo:

Um indivíduo que já sofreu com lesões no joelho e quer praticar academia é um caso com indicação para CONSULTORIA fisioterapêutica, caso o joelho esteja assintomático, e o mesmo quer inserir a atividade física em sua vida.
No caso acima o mesmo não precisa fazer fisioterapia, mas consultar o fisioterapeuta é importante para evitar recidivas de dor e volta da lesão.

O Instituto RV tem em sua grade de fisioterapeutas profissionais com especialização em ortopedia, traumatologia, esporte e fisiologia do exercício.

Não se arrisque, faça exercícios com segurança, contate um fisioterapeuta.

Qualquer dúvide ligue para 2091-1267 ou contato@institutorv.com.br.


Atenciosamente,

Equipe Instituto RV
www.institutorv.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por que palmilha se não tenho dor?

Caros leitores,

Os senhores provavelmente já devem ter lido algo nesse blog ou nas nossas divulgações sobre palmilhas, e já devem ter lido que essas palmilhas devem ser usadas por todos.

Agora vou responder o título dessa postagem:

Todos nós possuímos alterações posturais. Elas podem ser patológicas - quando estão associadas à dor - ou podem ser simplesmente ser alterações posturais.

Nossas alterações posturais podem ser encontradas em qualquer articulação, desde os pés à cabeça!
Contudo são nossos pés que suportam as diferentes pressões que nosso corpo realiza durante um movimento ou até mesmo parado. E são nossos pés que usam tênis e sapatos...

Por isso a indicação da palmilha é abrangente e deve ser utilizada por todos. Pois sendo patológico ou não temos que nos adaptar.

A palmilha termomoldada é moldada no pé do indivíduo, promovendo assim um imenso conforto na pisada ou na prática desportiva. Além da moldagem com o formato do pé a fisioterapeuta pode inserir elementos que estimulam ou inibem a ação de alguns músculos podendo corrigir alterações posturais antes que mesmo que elas virem patológicas, ou diminuem a dor das patológicas.

Isso tudo porque o mesmo tênis que eu compro, vocês também compram, deixando de lado assim a individualidade de nossas alterações e das nossas pisadas!

Pense nisso ;)

Até a próxima!


Caio Marengoni

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Esporte X Atividade Física

Todos nós já ouvimos a frase “Esporte é Saúde”; entretanto essa afirmação está em desuso.
Tudo se deve que algo foi determinado, e esclarecido: Esporte não é saúde, atividade física é saúde!
Fácil entender.
Praticar esporte é sinônimo de competir, é praticar para vencer, superar limites. Nosso corpo não foi feito para vencer barreiras, para todo dia ou toda semana superar-se.

No esporte o atleta compete com dor.

Para entendermos melhor vamos descrever os níveis (graus) de lesões esportivas:
Grau I: Dor ocorre depois da prática esportiva;
Grau II: Dor ocorre durante a prática esportiva;
Grau III: Dor limita a prática esportiva e desempenho;
Grau IV: O atleta não consegue desempenhar a prática esportiva.

É muito comum no esporte o atleta trabalhar até com dor, e mais comum ainda ficar entre o Grau II e III. Pergunto a você leitor, isso é saudável?
Eu sei que surgiu o pensamento “eu não sou atleta!”, claro, mas quando praticamos um esporte, mesmo que não profissionalmente levamos nosso corpo para ao limite e isso é lesivo. Arrisco-me a afirmar que mais do que um atleta, pois não comemos, dormimos nem temos o suporte da equipe médica que um atleta tem, logo estamos mais suscetíveis À lesões e a não recuperarmos dela!

Já na atividade física há algo sem caráter competitivo, apenas um cuidado com o corpo, sem extrapolar limites, sem grandes esforços.
Apesar de que mesmo uma simples atividade física requer acompanhamento de profissionais Educadores Físicos e Fisioterapeutas, para prevenir lesões e adaptar o treino para as necessidades e objetivos do praticante!
Fica atento ao praticar atividade física, conte com o Instituto RV para qualquer suporte esportivo.

Abraços e até a próxima!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Entorses de tornozelo

Como todos sabem o Instituto RV além de possuir excelente estrutura para atender pacientes com problemas na coluna, antedemos também lesões traumáticas e reabilitação esportiva.
Hoje vou falar sobre a importância da reabilitação fisioterapêutica nas entorses do tornozelo.

Basicamente as entorses de tornozelo podem ser divididas em entorses em eversão (quando o pé vira para fora, fazendo com que sua parte interna toque no chão), basicamente essas entorses geram fraturas; e a entorse em inversão (quando o pé vira para dentro, fazendo com que sua face lateral toque ao chão), é o tipo de entorse mais comum, lesionando os ligamentos laterais do tornozelo, responsáveis pela estabilidade do mesmo.

A fisioterapia age precocemente à entorse de tornozelo, sendo gradativa quanto à intensidade de exercícios.
A primeira etapa realiza-se o controle do processo inflamatório, diminuição de edema e dor, treino de caminhada com bota e/ou muletas.
Nas etapas seguintes realizamos o fortalecimento muscular com controle motor. Essa etapa é muito importante, pois os ligamentos envolvidos nas entorses demoram muito para o término da cicatrização e maturação, e os músculos do tornozelo que farão o papel de estabilização antes feito pelos ligamentos.

A conduta é muito parecida no pós-operatório.

Se você tem alguma dúvida entre em contato: 2091-1267.

Equipe Instituto RV

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PALMILHAS POSTURAIS E ESPORTIVAS

As palmilhas proprioceptivas posturais (termomoldáveis) estão cada vez mais sendo utilizadas no tratamento de alterações posturais e dores em indivíduos normais e atletas. A adequação da pisada com boa distribuição das forças do pé está cada vez mais relacionada com a normalização dos estímulos do SNC que controlam a dor, equilíbrio e postura. Uma vez normalizado, é esperada em pacientes uma melhora da dor e postura e em atletas, uma melhora da performance e do conforto durante a atividade esportiva.

O objetivo da palmilha proprioceptiva é prevenir e tratar alterações posturais e dor. Muitos estudos mostram que pacientes que utilizam palmilhas proprioceptivas termomoldáveis têm uma melhora considerável do equilíbrio e da distribuição de carga de peso no apoio plantar devido, provavelmente, a uma melhor organização do tônus muscular e postural. Um estudo feito em 2009 por Almeida et al mostrou que pessoas que utilizaram palmilhas tiveram redução dos níveis de sintomas na coluna lombar e pé.

Basicamente, existem 3 tipos de palmilhas. As posturais, que têm como objetivo a melhora do alinhamento do membro inferior e da postura; a palmilha esportiva, que tem como objetivo a melhora do conforto durante a atividade física e a palmilha básica, que tem como objetivo distribuir melhor os picos de pressão que ocorrem em algumas regiões do pé diminuindo a dor e o aparecimento de lesões como calos e úlceras.

Pacientes com pé plano (pisada pronada) possuem grandes picos de pressão na região do médiopé (20 a 25% maior) quando comparados a uma pisada normal. No pé cavo (pisada supinada) há um aumento de pico de pressão na região lateral do pé.

Altos picos de pressão plantar em indivíduos com diabetes é um importante fator para surgimento de ruptura da pele e úlceras plantares. Estudos mostram que a distribuição dos picos de pressão plantar que a palmilha gera diminuiu o risco em regiões de alto risco de ulceração com a região das cabeças dos metacarpos.

As palmilhas são confeccionadas com materiais que apresentam características de leveza, variação da densidade e pouca espessura. Possuem tecnologia para absorver o suor e ajudar na transpiração, e propiciar uma sensação de conforto ao pé podendo ser utilizada na maioria do tipos de calçados.

BAROPODOMETRIA


A Baropodometria Eletrônica é um recurso de alta tecnologia para avaliação postural de pessoas sedentárias e atletas (amadores e profissionais). Aplicado também a pessoas sadias ou portadores de alguma alteração biomecânica de diferentes causas: seja ortopédica ou traumatológica. Baro significa pressão, podo é relativo aos pés e metria é a referência quantitativa desta avaliação. Portanto, o exame avalia a distribuição de peso ou pressão nos pés e relaciona os resultados com as alterações posturais do indivíduo.

O equipamento e importado da Itália (Bolonha) e possui uma plataforma de mais ou menos 45×58 cm, com sensores que captam as diferentes pressões do indivíduo em posição estática (em pé) ou dinâmica (caminhada sobre a plataforma). Os dados coletados são enviados a um software que ajudará na interpretação dos valores coletados durante a análise. Os seguintes dados são captados: pressões máximas e pressões médias em kgFcm2, distribuição de peso entre os pés em percentual (%) para cada lado, superfície em cm2, barocentro do pé e da postura (cm), estabilometria (avalia as oscilações em milímetros dos pés e do corpo nos diferentes planos), tempo do passo, velocidade.

Além disso, o Instituto RV possui profissionais com formação em Podoposturologia que irão avaliar não apenas os pés, mas todas as possibilidades de alterações posturais como exemplo: pessoas com alterações vestibulares como a labirintite, alterações visuais como a miopia e astigmatismo, alterações da ATM (articulação têmporo mandibular) como o bruxismo, má oclusão, alterações ortopédicas da coluna como a escoliose, hiperlordose e outras, assim como as alterações de quadris, joelhos (varo, valgo e recurvatum) e, por fim, as alterações típicas dos pés como a pronação, supinação, pés cavos, pés planos e suas distribuições de peso no antepé, médiopé e retropé, que é a região do calcanhar que tem a função de receber as maiores carga.

Após a análise, verificamos a necessidade de confeccionar uma palmilha postural para realizar uma reprogramação do sistema muscular.

O instituto RV possui um espaço com todos os equipamentos para confecção das palmilhas posturais e esportivas.